Prevenção contra a hepatite viral

A hepatite é uma inflamação no fígado, causada, principalmente, por vírus, dos tipos A, B e C, além dos D e E, mais raros. A doença também pode ser provocada por bactérias, abuso de álcool e drogas, uso de medicamentos e até como consequência de outras doenças.

 
 

 
 

No entanto, a forma viral é mesmo a mais comum. Cerca de 70% dos casos de morte por hepatite viral decorrem da hepatite C. No total, foram 40.198 novos casos em 2017, causados apenas por vírus.

 
 

Causas e fatores de risco

As hepatites virais são causadas por diferentes tipos de vírus, de acordo com o tipo. A transmissão ocorre, sobretudo, pelo consumo de água ou alimentos contaminados, pelo compartilhamento de objetivos pessoais (toalhas, lâminas de barbear, alicates de unha, etc.) e durante as relações sexuais. Em casos mais raros, o vírus pode ser transmitido da mãe para o filho durante a gestação.

Além disso, a doença pode ser transmitida por usuários de drogas injetáveis, ao se compartilhar seringas. Outra forma de contágio é durante a depilação, a colocação de piercings e ao fazer tatuagens com materiais não descartáveis.

 

Sintomas da Hepatite Viral

O vírus da hepatite A pode ficar incubado durante 10 a 50 dias, não apresentando nenhum sintoma. Após esse período, os sintomas mais comuns são:

  • Febre;
  • Urina com cor laranja escuro;
  • Fezes esbranquiçadas;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Náusea e vômito;
  • Mal-estar;
  • Desconforto abdominal;
  • Falta de apetite.

 

Já a hepatite B pode não mostrar sintomas por muitos anos, tendo uma cura espontânea ou evoluindo para um quadro crônico. Nestes casos, a doença pode gerar câncer no fígado ou cirrose hepática.

A hepatite C também pode ficar incubada por muitos anos. No entanto, ela pode se manifestar rapidamente devido à imunidade baixa, apresentando sintomas parecidos com a do tipo A. Muitas vezes, as pessoas transmitem a doença sem saber que estão contaminadas. As hepatites D e E são mais raras, mas igualmente graves. Os sintomas são parecidos com a do tipo A.

Diagnóstico e Exames

Para diagnosticar a hepatite, o médico analisa os sintomas e o quadro clínico do paciente, vendo se existe algum fator de risco para a contaminação. O profissional verifica sinais como icterícia e aumento do fígado, solicitando os exames necessários.

O exame mais recorrente é o hepatograma, que analisa os marcadores da função hepática, como a albumina e as bilirrubinas. Também podem ser solicitadas sorologias, para saber qual e o tipo de vírus e como está a imunidade da pessoa infectada.

Em alguns casos, o médico pode pedir, ainda, um ultrassom do fígado, para avaliar se o órgão está muito prejudicado e com ascite (acúmulo de líquido no abdômen). Se a doença estiver muito evoluída, pode ser necessário fazer uma biópsia para saber o grau da lesão hepática.
 
 

Tratamento

O tratamento para a forma aguda da hepatite viral é apenas sintomático, com a ingestão de medicamentos para controlar a febre e a náusea, além de muito repouso. Já para os casos crônicos o médico pode receitar antivirais.

De qualquer forma, apenas o médico pode indicar qual é o medicamento adequado, principalmente por haver diferenças entre os tipos de hepatite. A dosagem também varia de uma pessoa para outra e o tratamento nunca deve ser interrompido.

Se não for tratada corretamente, a hepatite pode evoluir para um câncer ou para uma cirrose, como já falamos. Outras complicações possíveis são a encefalopatia – alteração neurológica que causa confusão mental e pode levar até ao coma – e a insuficiência renal, em que pode ser necessário fazer um transplante do fígado.

Prevenção

A prevenção da hepatite viral pode ser feita pela melhoria nas condições de saúde e nos hábitos de vida, com saneamento básico e higiene adequados. Por isso, é muito importante lavar bem as mãos com água e sabão e higienizar os alimentos. Também é importante usar preservativos nas relações sexuais.

 

Além disso, objetos de higiene e uso pessoal, como toalhas, alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, entre outros, não devem ser compartilhados. É preciso ficar atento aos estúdios de tatuagem e piercing, bem como aos salões de beleza, pois os equipamentos precisam ser descartáveis.

 

Por fim, é fundamental se vacinar contra a hepatite A e B e consultar-se com um médico para fazer exames de sangue regularmente. Deve-se procurar um serviço de saúde assim que aparecerem os primeiros sintomas.