Metade da população está infectada por H. Pylori

29/03/2019 às 13:06

Metade da população está infectada por H. Pylori

Bactéria é uma das maiores causas de diversas doenças gástricas

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 50% da população mundial está ou já foi contaminada pela Helicobacter pylori. Conhecida apenas como H. pylori, ela é uma bactéria que vive na mucosa do trato digestivo, principalmente no estômago.

Desde quando foi descrita pela primeira vez pelos médicos Robin Warren e Barry Marshall, na Austrália em 1984, ela já se espalhou rapidamente. Hoje, acredita-se que seja um dos fatores mais importantes para a maioria das doenças gastrointestinais.

Ainda segundo a OMS, a erradicação da bactéria poderia evitar cerca de 80% dos casos de câncer gástrico. Por isso mesmo, a H. pylori é classificada como um agente cancerígeno classe I (o mesmo do cigarro), de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC).

O câncer no estômago é um dos mais comuns, sendo responsável por mais de 700 mil mortes no mundo todos os anos. Só no Brasil, são cerca de 20 mil novos casos anualmente. A doença está associada a diversos fatores, sendo que em pelo menos 10% dos casos acredita-se que a H. pylori seja o principal influenciador.

 

Doenças provocadas pela H.pylori

 

A bactéria não é um fator relevante apenas para o câncer. Pelo contrário, ela pode provocar diversos sintomas menos graves, mas bem mais comuns. É o caso da dor de barriga, constipação intestinal, diarreia, azia e queimação.

De modo geral, esses desconfortos são passageiros e associados à alimentação inadequada. No entanto, quando não existe uma causa aparente, é provável que sejam provocados pela H. Pylori. Em pouco tempo, esses sintomas podem evoluir para doenças mais graves, muitas vezes, crônicas. É o caso de úlceras, refluxo gastroesofágico e diversos tipos de câncer do estômago e do intestino.

O maior problema é que essa bactéria se multiplica rapidamente, caso não seja tratada imediatamente. Por isso, é fundamental procurar um médico especialista (gastroenterologista) o quanto antes para realizar o diagnóstico correto.