Campanha de Prevenção de Doenças Cardíacas em Mulheres

08/03/2019 às 11:00

Campanha de Prevenção de Doenças Cardíacas em Mulheres

No dia da mulher, IPEMED destaca a importância de se evitar as doenças do coração

 

As doenças cardiovasculares (DCVs) estão entre as principais causas de mortes das mulheres. Diante disso, a Faculdade IPEMED de Ciências Médicas realiza a Campanha de Prevenção de Doenças Cardíacas em Mulheres, para conscientizar o público feminino sobre os cuidados com a saúde do coração. Estão previstas diversas atividades, entre elas, a distribuição de rosas vermelhas no Dia Internacional da Mulher (8 de março) em hospitais e nas 5 unidades da IPEMED.

A ação é uma iniciativa da doutora Marildes Luiza de Castro, coordenadora da Pós-Graduação em Cardiologia. A ideia surgiu da campanha GO RED FOR WOMEN, da American Heart Association (AHA), que busca informar as mulheres sobre os riscos associados às doenças do coração.

De fato, as estatísticas relacionadas a esses problemas nas mulheres já superam as de cânceres de mama e útero. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as DCVS já correspondem a mais de 30% das causas de morte no mundo, com um total de 8,5 milhões todos os anos, ou seja, 23 mil mulheres por dia.

Incidência das doenças cardiovasculares nas mulheres

 

Uma pesquisa do Hospital do Coração de São Paulo revelou que os casos de doenças cardiovasculares nas mulheres estão aumentando. Entre 2009 e 2010, houve um crescimento de 3,8%, enquanto entre os homens a taxa caiu 17%.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, há 60 anos, de cada 10 mortes por DCVs, nove eram homens e apenas uma era mulher. Hoje essa proporção está em 5,3 homens para cada 4,7 mulheres.

Entre as doenças mais recorrentes nelas estão o Infarto Agudo do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), responsáveis por 30% das mortes por cardiopatias. Só em 2016, foram 51.198 vítimas de AVC e 48.104 por infarto, no Brasil. Ou seja, essas doenças matam uma mulher a cada 10 minutos, em média.

Devido aos riscos associados, a chance de uma mulher morrer de infarto é 50% maior que de um homem. Em 20 anos, a previsão é que as mortes de mulheres por doenças cardíacas ultrapassem dos homens.

Nesses riscos, podemos destacar o estresse e o sedentarismo decorrentes, principalmente, da dupla ou tripla jornada, com trabalho, cuidado dos filhos e afazeres domésticos. Também podem ser mencionados o tabagismo, a má alimentação, além de outros maus hábitos.

O período gestacional pode ser outra preocupação. Doenças próprias dessa fase, como a eclampsia, a hipertensão e a miocardiopatia periparto, podem se desenvolver na gravidez, trazendo riscos para a gestante e o feto. Daí a necessidade de se fazer um pré-natal bem-feito.

Por fim, é importante destacar que o infarto costuma ter sintomas diferentes dos clássicos – dor e queimação no peito com irradiação para o braço esquerdo. Nelas, a doença se manifesta com palpitações, falta de ar, náuseas e mal-estar, podendo ser confundida com problemas de saúde menos urgentes.

Por tudo isso, a doutora Marildes destaca que a prevenção ainda é a melhor solução. É preciso adotar medidas de controle dos fatores de risco que levam ao infarto e ao AVC, bem como, não negligenciar o tratamento. De modo geral, as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas em até 80% dos casos.